segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Meu poema O Caminhar

O caminhar

Com passos lentos e rastejantes
Sem sonhos e doçuras
 De roupas gastas e com paúra
O homem voltava junto à penumbra

Era noite e era dia
Nem o sal do suor o impedia
Ele subia e descia, todo santo dia
O povo achava graça
Tinham pena
Ou apenas riam

Pobre homem e o seu caminhar
Em dias de chuva e  dias de sol
O pobre homem nunca falhava
Estava sempre na sua caminhada

Um dia o pobre homem foi seguido
De tão atento não se deu conta
Da multidão que vinha em as suas costas
Ele só percebeu quando o dia já tinha indo embora
E para casa voltaria usando a noite como o seu guia

Pobre caminhador
O povo não entendeu a sua dor
Nem mesmo quando explicou o que tanto esperava chegar  
naquele velho porto
Era apenas o seu grande Amor.
Que um dia prometeu voltar sem hora e data, mas que voltaria
 pelas ondas do mar.
E para aquele pobre homem caminhador
Então restaria apenas caminha e esperar...caminhar e esperar...

Até o fim de espera ou da sua agonia terminar.

***Essa poesia foi exposta na 5° edição de poesia na cidade de Poá-SP. Com incentivo para a escrita e a leitura*** 


         c Roberta Del Carlo c 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Rua


Um dia caminhando pelas ruas da cidade, sem pressa ou destino certo acabou parando em uma rua que em seu passado foi muito importante.
Aquela rua de paralelepípedos, de casas humildes e árvores frondosas ainda continuava do mesmo jeito. Então a velha curiosidade bateu e ele continuou caminhando até o fim daquela rua.
Ali, morava o seu primeiro amor e logo veio a pergunta: Será que ela ainda mora aqui?
Ele continuou andando junto com a esperança, coração acelerado mas como intuito de ceder apenas uma velha curiosidade, e quando chegou no fim daquela rua, ficou sem reação.

A casa do seu antigo amor tinha sido demolida.








c Roberta Del Carlo c 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Lixo

Uma vez, eu vi uma formosa rosa ser jogada na lata do lixo e fiquei com dó.
Logo pensei no cuidado que aquela rosa teve para “viver” e quem sabe cumprir a sua missão que era deixar o dia de alguém ‘feliz’.
Foi uma pena – pensei e continuei a minha caminhada.
E,  no instante seguinte uma nova cena me surpreendeu.
Sabe aquela mesma rosa recém jogada dentro de uma lata de lixo, foi recolhida por um humilde senhor, um catador de latas com sua pesada carroça. E sem medo ou vergonha, pegou aquela bela rosa quase despedaçada e enfeitou a sua carroça.


E foi inevitável não pensar que isso sim era do lixo ao luxo. 


c Roberta Del Carlo c

terça-feira, 27 de junho de 2017

Inefável


           Todas aguardavam ansiosas para a chegada de Margo. A jovem finalmente, tinha sido convidada para um passeio, pelo jovem mais garboso da cidade.
Jonas, era um grande paquerado e dono de um conversível que deixavam todas as moças assanhadas e os rapazes enciumados.
Só que Margo era moça exigente e aceitou aquele convite pelo único motivo, que era sentir os seus cabelos esvoaçando pelo vento, enquanto aquele carro corria pelas ruas mais agitadas da cidade.
Logo, que chegou do passeio, deparou-se com cinco pares de olhos femininos, cheio de expectativas e famintas por uma boa história. Uma delas não se contentou e logo perguntou:
— Então Margo como foi o encontrou com Jonas?
Margo, com aquele seu olhar de desdém, balançou os cabelos e foi caminhando para o quarto, mas respondeu as curiosas de plantão.
— Eu diria que foi um encontro...Inefável. Simplesmente inefável.

As moças se entreolharam sem entender o que a palavra significavam e enquanto se questionavam, uma sonora gargalhada de Margo era ouvida entre os cômodos da casa. 








c Roberta Del Carlo c

O circo

Ela não se contentou em apenas olhar, admirar e dar boas gargalhadas com os truques e espetáculos. Ela queria mais.
E foi na madrugada arrumou suas malas e deixou a sua amada casa.
Ela não pensou no futuro, nem pensou na vergonha que a família passaria diante do falatório que aconteceria na manhã seguinte.
Ela tinha alma de artista- já dizia uma tia.
A menina-moça encantada com todo aquele esplendor e não se contentou e um dia se foi.

O seu nome mudou para um mais artístico e viveu a sua vida como queria, dentro de um circo.


c Roberta Del Carlo c 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Escrever


Escrever

Eu escrevo pela liberdade
Eu escrevo para popularizar o mundo da imaginação, pois como todo leitor também tenho vontade de arrumar as malas, e fugir.
Porém, escritora que sou, pegaria todas as folhas em brancos e uma caneta inesgotável de tinta para criar e criar sem parar...
Criar é elevar

Escrever é como respirar. 




c Roberta Del Carlo c 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Inverno




Meu caro senhor Inverno,

Chegue de devagar, venha suave, não precisa gritar para não congelar de maneira brusca os corações sensíveis, que nesse exato momento circulam lá fora.

c Roberta Del Carlo c 

Meu poema O Caminhar

O caminhar Com passos lentos e rastejantes Sem sonhos e doçuras   De roupas gastas e com paúra O homem voltava junto à penumbra ...