domingo, 29 de janeiro de 2017

Romance novo no Wattpad

Olá!


Depois de um bom tempo sem postar nada na plataforma chamada Wattpad, agora estou voltando com um romance que estou cruzado os dedos, para apaixonar e emocionar os leitores!
Quer uma dose?

 Uma Adorável Impostora - Romance de Roberta Del Carlo
5 de janeiro.
Porto de Santos- São Paulo
Tarde nublada.
A hora de encerrar a cena, sair pela porta lateral e voltar para a realidade, tinha chegado.
As lembranças ficariam eternamente gravadas em seu coração, aquele sentimento ela tinha certeza que ninguém poderia arrancar.
Enquanto se afastava, com passos ágeis mesmo com aqueles saltos, um lenço de seda cobrindo os cabelos e no rosto um grande e charmoso óculos escuros, para esconder o doce e o amargo de ter sido uma impostora nos últimos dias. Ela agora tinha que fazer a entrega.
Em suas mãos carregava uma pequena frasqueira feminina estilo vintage, que apesar do formato e do peso do couro, esse não era o seu maior peso e sim com que continha dentro.
O carro já encontrava-se em seu campo de visão e Fred já a aguardava, quando então uma voz forte, firme e recentemente familiar a fez parar no mesmo instante.
Mariah!
Ela girou o corpo e encontrou Heitor, parado e focado em sua direção com uma postura rígida e um olhar cheio de indagações. Ele segurava o guarda-chuva que um dos seus empregados tinha oferecido ao desembarcar do navio.
Heitor...
Partindo sem se despedir...
O olhar masculino analisava toda a figura feminina, que logo abriu um sorriso contido e tirou os óculos escuros.
Eu não queria incomodar... Você dormia tão tranquilamente e a nossa noite foi uma despedida maravilhosa.
Quando voltaremos a nos ver?
Ele a queria e deixou muito bem explicito.
Por sua vez, ela não deixou a emoção transparecer, não podia, não era correto.
—Eu não sei ...
Heitor não gostou daquela reposta mesmo sabendo que nada poderia ser exigido, só que a feição fechada e sisuda masculina mais uma vez se fez diante do olhar da mulher com quem passou os últimos dias.
—Vamos.Eu a levo até o carro.
Os dois caminharam lado a lado. Ela carregando a frasqueira diante do corpo, quase agarrando com medo de que algo poderia sair muito errado.
Logo,que pararam na lateral do carro preto, Heitor mantinha os dois protegidos daquela chuva que começava aumentar.
—Caso ainda estiver na cidade, gostaria de aceitasse o convite do meu avô para aquele jantar na sexta, na mansão.
—Se tudo ocorrer como o esperado, irei com todo prazer.
Heitor ainda não estava convencido, parecia até querer falar algo a mais ou ouvir.
—Foi um prazer Mariah.
E no segundo seguinte, os lábios de Heitor tocaram a maciez da boca feminina que retribuiu, sem medo e sem pressa, embalada pelo momento, por todo aquele cenário e aquela despedida.
—E foi mesmo Heitor— soprou Mariah, sem pensar quando ainda voltava a si, depois daquele beijo tão delicado e ao mesmo tempo envolvente, renascendo uma emoção que ela teria que sufocar ao longo da sua vida — Agora, eu preciso partir, tem algumas pessoas à minha espera.
E mais uma vez ela não mentia.
—Pessoas que o Fred conhece.
—Fred aprontou no passado, mas agora é um bom homem.
—Ainda não me sinto convencido. Mas, se você diz ...- respondeu num tom levemente debochado e olhou em volta demoradamente, a chuva começa a ficar mais forte e logo ele a encarou e disse — Eu também tenho que partir. Foi um prazer ter conhecido você.
Heitor abriu a porta para que ela entrasse na Land Rover.
—Até um dia Heitor Talbot.
—Até breve Mariah.
No momento que ela entrou no carro um som forte de trovão pode ter sido ouvido por todos ao longo alcance.
Heitor seguiu com aquele andar confiante e imponente, a sua bagagem já tinha sido descarregada e o seu carro já estava a sua espera.
E olhando o carro de Mariah partir, ficou tentado em seguir, mas não o fez, pois tinha novos, nobres e importantes assuntos para serem estudados e aprovados, já que era o vice –presidente da empresa da família e aquela aventura ficaria no passado. Tinha que ser assim.
Até mesmo porque ele era comprometido.
d
Agora, ela estava em quase segurança, mas ainda segurava as lágrimas e o próximo destino, era a casa da Senhora Hélene Garbone.
Parabéns!
Fred que viu tudo desde o início, agora presenciava a desmoronar ali ao seu lado que ainda sim continuou com suas considerações nada acolhedora pois mesmo sem ironia, também não mostrava apoio algum.
Deveria ter sido atriz menina, teria ganhado muito dinheiro...Não chore, sua boba.
—Não sei como fui capaz. - choramingava, agora com a cabeça baixa e com o corpo dobrado, deixando assim as lagrimas rolarem — Eu nunca mais quero fazer isso...Essas pessoas...Essa viagem...tome. Fique com você.
Logo, ela passou a frasqueira para o colo de Alfred, que olhou encantado para aquele objeto. E sem mesmo abrir, disse olhando fixamente para a frasqueira.
—Eu liguei para elas e já estão nos esperando na cobertura.
—Ótimo — respondeu, assim que ergueu o tronco e limpou o rosto — Quero acabar logo com isso.
—E Mariah foi tudo perfeito. Você foi maravilhosa, deixou todos aos seus pés e ainda está com essa preciosidade.
—E o que vai ser agora Fred?
O homem de meia idade, que sempre foi um bon vivant nas melhoras épocas paulistas e também no exterior. O homem que já viu longos e curtos amores, e pessoas serem vítimas da própria sede, poderia dizer tantas coisas.
Ele não tinha raiva da moça, pelo contrário, só que as palavras não seriam nada agradáveis e ela sabia que toda aquela ilusão, já tinha acabado quando o navio fora ancorado de volta.
—Bem...você vai pegar a sua recompensa e recomeçar, coisa que eu sei que está acostumada a fazer e ...ele...vai continuar rico, vai casar com alguma moça rica que seja parente de algum investidor próximo e vão ter filhos e assim assumir a cadeira do avó e esquecer ...
—Era exatamente isso que eu precisava ouvir, serão essas palavras que eu preciso guardar de agora em diante.
A chuva aumentou, deixando assim o tráfego parado por algum tempo.
Fredericoainda cochilou no assento confortável, deixando a frasqueira de couro entre os dois, como se não tivesse ali entre eles nada mais que alguns cifrões consideráveis altos.
Maria não parava de pensar em sua vida, nas escolhas, a queda e agora em Heitor Talbot.

link do Romance:


Roberta Del Carlo




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Escrever Eu escrevo pela liberdade Eu escrevo para popularizar o mundo da imaginação, pois como todo leitor também tenho vontade de ...